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Osteomielites

Osteomielite é uma infecção no osso causada por bactérias, fungos ou micobactérias, em especial o Staphylococcus aureus.

Osteomielite é o nome que se dá à infecção no osso causada por bactérias, micobactérias ou fungos. Na grande maioria dos casos, o agente patogênico é o Staphylococcus aureus, bactéria que pode formar colônias na pele e instalar-se nas fossas nasais de pessoas saudáveis, sem causar danos ao hospedeiro. O transtorno só ocorre, quando elas conseguem penetrar no organismo através de uma pequena lesão na pele, na mucosa ou através da ingestão de alimentos contaminados, por exemplo.

Além do Staphilococus aureus e dos fungos, em menor escala, a Mycobacterirm tuberculosis pode estar envolvida no aparecimento da osteomielite.

Rompida a barreira inicial, geralmente, os primeiros focos da infecção se instalam na pele e podem ser pequenos ou até inaparentes. No entanto, a partir desse ponto ou como complicação de uma doença infecciosa pré-existente (tuberculose, endocardite e abscessos são alguns exemplos), os germes podem migrar pela corrente sanguínea e infectar órgãos à distância, os ossos inclusive. É a chamada osteomielite hematogênica.

Essa não é, porém, a única forma de contaminação. Bactérias ou fungos podem atingir o osso:

Valendo-se da proximidade com feridas na pele que se aprofundam nos tecidos moles adjacentes, como ocorre nas úlceras por pressão e no pé diabético;
Como complicação de doença periodontal, que favorece a formação de abscessos dentários e gengivais;
Pelo contato direto com o osso através de uma fratura exposta;
Durante cirurgias ortopédicas corretivas ou para a implantação de próteses;
Através de um ferimento por objeto perfurante contaminado (osteomielite pós-traumática).
A osteomielite pode manifestar-se em qualquer idade e em qualquer osso do corpo. Entretanto, costuma ocorrer com mais frequência na infância e na velhice. Nas crianças, são mais vulneráveis as placas de crescimento localizadas nas extremidades dos ossos longos das pernas (fêmur e tíbia) e dos braços (úmero e rádio); nos mais velhos, os ossos da coluna vertebral (osteomielite vertebral) e da pélvis são os mais prejudicados.

Grupos de risco

Constituem grupos de risco para a doença, que afeta mais os meninos do que as meninas, as pessoas com imunidade comprometida, que passaram recentemente por cirurgia, as portadoras de diabetes descompensado, anemia falciforme ou distúrbios circulatórios. Devem, também, redobrar os cuidados, aquelas sendo submetidas à quimioterapia, radioterapia e hemodiálise, as que fazem uso contínuo de medicamentos, como os corticoides e os inibidores do fator de necrose tumoral, e os usuários de drogas injetáveis.

Classificação

Conforme o tempo e a evolução da doença, a osteomielite pode ser classificada em aguda ou crônica. Na forma aguda, a infecção óssea é diagnosticada nas quatro primeiras semanas.

Já a osteomielite é considerada crônica, quando permanece ativa por mais de seis semanas. Em geral, o quadro se instala em decorrência de uma lesão aguda que não recebeu tratamento adequado e foi-se agravando lenta, mas continuamente.

Evolução da doença

Ossos são constituídos por tecidos vivos, altamente vascularizados, em contínuo processo de recomposição, ou seja, o organismo está continuamente produzindo novas células ósseas e reabsorvendo as células envelhecidas.

Além de constituírem a estrutura de sustentação do corpo, eles desempenham papel importante na locomoção, na proteção de órgãos vitais (coração, pulmões e cérebro, por exemplo), no armazenamento de sais minerais (cálcio, principalmente) e triglicérides. Além disso, são responsáveis pela produção de células do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) a partir das células-tronco presentes na medula óssea.